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Procedural
Olá Pessoal! Com este tutorial espero sanar a dúvida de muitas almas frustradas, pelas tentativas de entender como funciona a instalação e configuração do nosso tão querido Blender (ainda que "querido" não tenha sido por enquanto o adjetivo mais usado). O Fato é o seguinte; como aconteceu comigo, no início de minha aprendizagem do Blender, achava-o um programa muito estranho, pois até então eu trabalhava com o 3DS Max e como a maioria dos profissionais e amantes desta área (CG) sabem, a interface deste é incrivelmente intuitiva e largamente premiada. Bem, por estar fazendo este tuto, não significa que meu conhecimento no Blender seja extenso, na verdade estou criando estes tutoriais no momento de minha própria aprendizagem. Só assim estarei sensível as necessidades das pessoas que não compreendem bem o centeúdo exposto, pois, de alguma forma ainda sou uma delas. É aquela velha história, quando crianças amamos certas coisas que na idade adultas passaremos ou a ignorar, ou a odiar. Como ainda sou criança na aventura do conhecimento, vou passar umas dicas aos meus "amiguinhos". Basta de "papo" e vamos ao tuto. :: Algumas considerações :: Este tutorial está sendo desenvolvido numa distribuição Linux chamada FAMELINUX, desenvolvida por uma universidade catarinense (estado onde nasci :)). Achei-a interessante, pois seu visual é semelhante ao Windows XP, isso significa que se um desavisado a usar, nem perceberá que é um Linux. O FAMELINUX usou por base o nosso tão querido e baixado (downloaded) KURUMIN, desenvolvido por Carlos Morimoto, que por sua vez tomou como base o KNOPPIX que tomou como base o DEBIAN, este uma das mais conhecidas distribuições do mundo, e talvez a mais open-source que exista. O que o FAMELINUX tem de interessante? Salvo a facilidade de uso, o fato de rodar direto do CD Rom... isso mesmo! Não a necessidade de instalação! Claro que a distribuição padrão não vem com o Blender 2.34 e o Yafray 0.0.7 usados aqui, mas estes podem ser instalados em uma versão no HD, ou ainda, pode ser remasterizada (criada a partir da padrão) uma versão com todos os programas desejados, isso se não exceder os 650-700 Mb do cd. Outras considerações: Eu havia dito que o FAMELINUX tem a cara do Windows XP, sim, mas a minha versão eu alterei, pois adoro os temas do KDE (gerenciador de janelas para Linux) e alterei toda a configuração, para mais informações sobre interface como o Win XP, é só entrar no site do desenvolvedor do FAMELINUX ou (o que é mais complicado) baixar o tema em www.kde-look.org. semi-P.S.: Baseei-me no Morimoto para fazer este tuto, ele é uma pessoa estraordinária dentro da comunidade Linux, aprendi muito com os tutos dele. :: INSTALANDO O BLENDER :: Por enquanto, não desenvolveram um script que instale o Blender no Linux, pelo menos que eu saiba. Então, o processo deve ser manual. Qualquer dia estudarei como funciona o shell scripting e crio um para nós, até lá os passos são estes:
Existem muitas formas de abrir o Konsole, esta que usei é só uma delas. Vá no iniciar (Aquele ícone com um K e uma engrenagem atrás), depois em executar comando. Depois digite konsole e pressione clique em Executar Em seguida abrirá esta janela, semelhante ao Prompt do MS-DOS, porém, mas bonitinha, é o terminal, ou console ou shell ou... Vamos ao local onde descarregamos o arquivo do Blender. Para isso usaremos o comando "cd", o mesmo do MS-DOS para entrar nos diretórios. Mas antes digitei "ls" que funciona como o "dir" do MS-DOS para ver onde estou. Os comandos foram:
Aviso: Quando ler Pronto, estamos dentro do diretório /Teste, devemos agora entrar como root (o usuário todo-poderoso do linux)para descompactar o arquivo "blender-2.34-linux-glibc2.2.5-i386.tar.gz" que é onde esta o executável do Blender. Para entrar como root, o comando é:
Se você perceber no fim do texto antes dos comando o símbolo $ mudou para #, significa que agora você tem o poder! Mas não abuse, grande poder necessita de grande responsabilidade :)) Agora poderemos descompactar e "otras cositas mas", para fazê-lo o comando é:
Vamos entrar no diretório descompactado (azul):
Agora vamos testar para ver se o Blender abre sem problema, se você der o comando:
Verá um arquivo verde o "blender", que é executável, para rodá-lo, digite:
Se der tudo certo, o Blender abrirá. Caso dê algum erro, informe o problema, que terei prazer em tentar resolver. Ok, está rodando. Mas não temos atalhos, sem problema, faremos um: :: CONFIGURANDO UM ATALHO PARA O BLENDER :: Eu sei o que você está pensando agora. "Nossa que difícil, que demorada esta m***", mas calma lá amigão! A primeira vez é assim mesmo, depois verá que na próxima será bem mais rápido de fazer. :: Mais considerações :: Estou assumindo que você usa o KDE. Para o Gnome, Icewm, WindowMaker e outros gerenciadores de janelas eu não sei como funciona, pois o KDE é o meu padrão, e não tenho usado outros por enquanto. :: Criar atalho na área de trabalho :: Clique no botão direito do mouse e escolha: Criar Novo ==> Link para aplicativo Abrirá esta janela: Onde está escrito "Link para aplicativo" escreva o nome que deseja para este, no meu caso escreví "Blender 2.34": Para melhorar as coisas, cliquei no ícone (engrenagem azul) ao lado e escolhi um ícone mais condizente com a aplicação: Aviso: No campo "Ícones do Sistema" escolha a opção "Aplicações", geralmente o ícone do Blender está por lá. Escolhido o ícone, clique em "Executar" Em seguida, em explorar, para localizarmos o executável do Blender: Digitamos o endereço onde está o arquivo, e selecionamos o executável: Agora é só clicar em "OK" e está pronto o Atalho do Desktop! :: Criar atalho no Menu K (iniciar) :: Vá sobre o menu, em uma parte onde não haja ícone, e clique no botão direito do mouse e selecione "Configurar Painel": Em seguida, no campo "Disposição", clique em "Menus" e depois em "Editar Menu K". Abrirá esta tela: No meu caso, criarei o atalho em Multimídia, somente para teste: Clique com o botão direito sobre o diretório escolhido e em "Novo Ítem": Depois digite o nome do atalho: Para colocar o ícone do Blender clique sobre aquele de uma folha com uma tarja azul superior: Faça o mesmo procedimento que usamos para a escolha do ícone do Desktop. Em seguida clique no ícone da pasta azul em "Comando" e encontre o executável do Blender assim como fizemos no link do Desktop. Clique em "Aplicar", e depois em Arquivo ==> Sair E nosso atalho no menu está configurado: :: CONFIGURANDO APARÊNCIA E CAMINHOS (PATHS) NO BLENDER :: Uma parte muito complicada de se encontrar tutoriais é justamente esta. Imagino que seja pelo fato de que das pessoas que entendem bem da interface do Blender, ignoram que as que não entendem, sequer imaginam onde entrar para fazer o que desejam. Mas, "seus problemas se acabaram-se", pois explanarei aqui algumas opções e forma de se atingir o ideal da personalização blenderiana. :: Configurando os caminhos e o do Yafray :: :: Considerações do Yafray no Linux :: Como muitas pessoas sabem, o Blender apartir da versão 2.32, passou a renderizar pelo Yafray sem o auxílio de plugins (Yablex, Yable, Extractor). Para se fazer isso no Windows não se exige maiores esforços, pois este sistema operacional oferece grande liberdade de permissões de escrita para os usuários (criar e deletar pastas em qualquer ligar).
Porém, no Linux as coisas são diferentes. Um usuário comum não pode sair por aí apagando e criando pastas em qualquer lugar, e como este sistema operacional não é padronizado como o Win, as pastas e os métods nem sempre são os mesmos em todas as distribuições. O que eu quero dizer com esta aparente enrolação, é que no Win, basta instalar o Blender e o Yafray e renderizar via Blender sem problemas de especificação de diretórios. Mas no Linux, antes de tudo nós temos de configurá-los. E se você usa o seu Linux como usuário simples (e isso é largamente aconselhável), os diretórios que os caminhos (paths) precisam, devem estar dentro de sua pasta pessoal: /home/usuario (Onde /usuario é você) Certo? Então vamos ao que interessa. :: Caminhos (Paths) :: Com o Blender aberto, cliquem no 3D Buttons, na parte inferior esquerda da área de trabalho e escolha "User Preferences" como na imagem abaixo: Depois, clique (na parte inferior) em "File Paths". Certo, antes de configurar os caminhos, nós devemos criar as pastas correspondentes a estes. Para o Yafray, eu criei uma pasta chamada /yfexport o endereço dela é: /home/knoppix/yfexport Então, preencherei o campo com o endereço correspondente: Para o campo Render e Temp, criei duas pastas:
Então é só preencher os endereços nos caminhos: Certo, está configurado, mas NÃO SAIA DO PROGRAMA antes de entrar em: File ==> Save Default Settings Ou clique "Ctrl+U" e confirme Se você não fizer isso, e sair, a configuração voltará ao zero e na próxima sessão, terá de configurar tudo novamente. Eu mesmo fiz isso por algum tempo :P :: Configurar a interface :: A configuração da interface é no mesmo lugar onde setamos os caminhos. Já que você ainda está em "User Preferences", clique em "Language & Fonts": Em seguida em "International Fonts" Para selecionar uma fonte diferente clique em "Select Font" e escolha uma: Depois de escolhida a fonte, clique em "LOAD UI FONT" Você perceberá que a cara do Blender mudou um pouco: Vá em: File ==> Save Default Settings E por falar em cara, que tal mudarmos o Skin do Blender? (Eu sei que skin é pele) Ainda em "User Preferences" clique em "Theme": Clique onde está escrito "Default" e selecione "Rounded": Pimba! A cara do Blender mudou!!! E se você não gostou de algum detalhe, como eu não gostei do azul da área de trabalho, você poderá mudar a cor dela, salvar ou até salvar como um estilo seu, com seu nome: Seleciono a cor da janela: Troco para cinza: Clico em add para adicionar meu tema: Salvo como meu nome: Agora tenho 3 esquemas: Mas como sou careta, vou voltar ao padrão (Default): :: Para quem vem do 3DS Max :: Geralmente no Max nós trabalhamos com 4 janelas:
Mas no Blender, por padrão só aparece uma janela, que felizmente pode ser dividida em várias viewports como no Max. Para fazer isso, vai-se com o mouse(seta) sobre o limiar superior do Menu (File, Add...) e a grande Viewport e então clica-se no botão direito do mouse e seleciona-se Split Area: Em seguida delimitamo-la, clicando no botão esquerdo do mouse: Fica assim: Agora, fazemos o mesmo com a linha vertical criada, de um lado e de outro, de forma a dividir em 4 partes iguais a área de trabalho: Prontinho... mas tem algo errado, todas as janelas estão com o mesmo ponto de vista o Top. Temos de fazer o esquema Max (Top, Front, Left, Perspective), mas para isso temos de saber algumas coisinhas sobre a forma de trabalhar as viewports do Blender. :: Considerações sobre viewports no Blender :: Há duas coisas que devemos saber sobre as janelas do Blender que diferem do Max: 1. No Max, temos que clicar com o bot. esq. do mouse para ativar viewports diferentes. No Blender basta estar com a seta sobre a janela desejada (no início é estranho, depois acostuma-se). 2. No Max nós selecionamos o ponto de vista desejado, clicando sobre o nome da janela, indo em Views e trocando para o que desejamos, como Top, Botton, Left, Right e etc. No Blender, vai-se com a seta sobre a viewport desejada e pressiona-se o número correspondente ao ponto de vista desejado, logo:
Ou seja, se você clicou em 1, 3 ou 7 e o objeto está em perspectiva (isométrica), basta clicar no 5 que ele fica em 2D. A sequência usada na imagem abaixo é:
Para finalizar a configuração, NÃO ESQUEÇA de ir em File ==> Save Default Settings :: Considerações finais :: Caso tenha alguma dúvida sobre o Blender, poste no fórum do Procedural que terei maior satisfação em criar um tutorial para sanar sua dúvida. Um grande abraço a todos e até a próxima! |